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setembro 20th, 2017

CinePerfil — Gene Kelly

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Written by: Flávio Junio
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Incentivado pela mãe, o pequeno Eugene Curran Kelly, mais tarde Gene Kelly, começou a se aventurar pelo mundo da dança ainda pequeno. Ele e seus quatro irmãos foram matriculados em um  curso, onde desenvolveram a arte – o que serviu mais tarde como um garantia em tempos da crise econômica dos anos vinte. Kelly , dentre outras funções , integrou-se ao elenco de algumas peças musicais, até conquistar um lugar ao sol em Pal Joey, uma famosa obra da Broadway nos anos quarenta.

Mudando-se para  Hollywood em 1941, o ator fez pequenas participações em filmes até obter seu primeiro êxito com  Idílio em Dó-Ré-Mi, de Busby Berkeley, no qual viveu um artista que disputava o amor de uma mulher e recusara-se a se alistar no exercito por causa dela.

Logo depois vieram Du Barry was a Lady, de Roy Del Ruth, com a comediante Lucille Ball interpretando um cantora de uma casa noturna, e A Filha do Comandante, de George Sidney, com Kelly na pele de um trapezista. Dez anos depois — Sintonia em Paris , de Vincente Minnelli (uma referência dos musicais) – conquistou público e crítica , arrebatando seis estatuetas do Oscar, além de uma honorária pela contribuição do ator à cinematografia do país.

Apesar dos inúmeros sucessos em sua carreira, Gene Kelly foi imortalizado mesmo por sua participação em Cantando na Chuva,  codirigido por ele junto com Stanley Donen. A produção narrava a transição do cinema mudo para o falado, e as consequências dessa nova tecnologia sobre suas estrelas. O filme alcançou uma modesta repercussão nas bilheterias, no entanto a crítica especializada o alçou a um posto maior e o considerou como o melhor musical de todos os tempos. A sequencia de Kelly dançando e cantando na chuva Singin’ in the Rain já foi N vezes parodiada e imitada , ganhando uma nova roupagem em longas-metragens de gêneros distintos , como Laranja Mecânica – de Stanley Kubrick.

Tão famosas quanto o filme,  são as histórias sobre seus bastidores. Gene Kelly entrou em atrito com a estrela Debbie Reynolds por  suas limitações para a dança. Foi Fred Astaire, tido como seu grande rival, que deu umas dicas para a atriz. Enquanto isso, Donald O’connor disse que a princípio não gostou de trabalhar com o astro, por sua fama de tirania.

Depois de Cantando na Chuva, o ator, diretor e coreografo partiu para uma temporada na Europa, onde produziu e dirigiu Convite à Dança. Retornando para terras americanas, comandou algumas produções voltadas para a televisão e fez pequenas aparições em diversos filmes.

Na década de oitenta, a carreira do astro já não era mais a mesma, com a chegada de novos rostos e com os musicais sem a mesma popularidade de outrora, entrou em declínio, mas ainda sendo um nome marcante na indústria.

Perfeccionista e com forte personalidade, Gene Kelly trouxe para o cinema a graça e a leveza dos números musicais, mesmo após sua morte em 1996 devido a um derrame, seu legado continua vívido na memória do público – que com ele extasiado ainda canta:  I’m singing in the rain, Just singing’ in the rain, What a glorious feelling…   I’m happy again…

Frases de Gene Kelly

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” Você dança amor, e você dança a alegria, e você dança sonhos. E eu sei que se eu posso fazer você sorrir por saltar sobre um par de sofás ou correndo por uma tempestade, então eu vou ser muito feliz por ser um homem de música e dança”.

“Eu não tenho uma preocupação, eu não tenho um cuidado. Eu me sinto como uma pluma que está flutuando no ar”.


About the Author

Flávio Junio
Flávio Junio é bacharel em Teologia, professor e profissional da Secretaria de Educação de Minas Gerais. Ex-aluno do curso Teologia, Crítica e Linguagem Cinematográfica, ministrado pelo crítico de cinema Pablo Villaça, há doze anos integra o coral gospel Kerygma da Igreja Batista da Lagoinha.




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