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setembro 20th, 2017

CinePerfil — Vivien Leigh

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Written by: Flávio Junio
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O nome Vivian Mary Hartley talvez não seja tão familiar até mesmo para os amantes da sétima arte, mas não é exagero dizer que essa atriz entrou para a história do cinema por ter vivido personagens icônicas como a protagonista Scarlett O’Hara da super produção …E o Vento Levou – uma das mais aclamadas de todos os tempos.

Vivian Hartley nasceu na Índia quando esta nação ainda era propriedade do Império Britânico. Filha de uma família de classe média alta, a atriz passou parte de sua infância em um internato, onde teve como companheira Maureen O’Sullivan – outra futura grande estrela. Aos 18 anos matriculou-se na  Academia Real de Artes Dramáticas de Londres – dando o seu primeiro passo rumo ao mundo das artes. Things Are Looking Up e The Village Squire foram seu début no cinema, ambos os filmes tiveram uma discreta repercussão, embora alguns executivos tenham ficado admirados pela beleza de Hartley, entre eles John Glidden, que se tornara seu agente e quem sugeriu o nome artístico Vivian Leigh (sobrenome do então atual marido), com a contribuição posterior do produtor Sidney Carrol que sugeriu a troca do “a” pelo “e” em busca de um ar mais feminino.

A peça The Mask Of Virtue, produzida por Carrol, foi um divisor de águas na carreira da atriz , dando o impulso necessário para que chamasse atenção do cineasta e produtor britânico Alexander Korda que acabou indiretamente aproximando Vivien de seu futuro marido – o famoso Laurence Olivier – na filmagem do drama Fogo Sobre a Inglaterra. O forte relacionamento dos dois acabou rendendo seus respectivos divórcios.

A nova obsessão de Vivien Leigh era viver o papel principal na adaptação cinematográfica do livro de Margaret Mitchell …E o Vento Levou. O fato de ainda ser desconhecida em solo americano não foi suficiente para detê-la, e mesmo tendo de competir com interpretes  com mais experiência como Lana Turner, Katharine Hepburn e Bette Davis – Vivien tinha a certeza de que conseguiria. Centenas de mulheres ambicionaram o papel, mas no  final das contas apenas duas, Leigh e Paulette Goddard chegaram à final, estando o favoritismo com a segunda, entretanto o polêmico e duvidoso casamento de Goddard com Charles Chaplin foi decisivo para a escolha da vencedora. Em dezembro de 1939 estreou aquele que seria o longa mais celebrado e campeão de bilheteria da  história – além de faturar dez estatuetas do Oscar, entre elas a de melhor atriz para Vivien Leigh.

Após o grande sucesso de …E o Vento Levou, Vivien participou de A Ponte de Waterloo – de Mervyn LeRoy  — onde interpretava uma bailarina que se apaixona por um oficial em plena 1ª Guerra  Mundial. Pouco tempo depois a atriz foi diagnosticada com tuberculose, sendo obrigada a dar uma pausa em sua carreira. No inicio dos anos cinquenta, a Warner levaria para a telona a adaptação da famosa peça de Tennesee Williams – Uma Rua Chamada Pecado, na qual Vivien interpretou a neurótica Blanche DuBoi – personagem que lhe conferiu sua segunda estatueta do Oscar.

Na década de cinquenta Vivien Leigh já estava com a saúde fragilizada devido à tuberculose e uma frequente depressão, e a separação de Laurence Olivier na década seguinte só agravou seu estado. Apesar disso, a atriz continuou na ativa, trabalhando em produções como a bem sucedida peça musical Tovarich e o drama A Nau dos Insensatos – de Stanley Kramer, seu trabalho derradeiro.

Em 1967, aos 53 anos, Vivien  faleceu vitimada pela tuberculose, deixando na memória uma série de personagens que contaram com seu brilhantismo, tornando eternas frases  como:  “As God is my witness, I’ll never be hungry again” (“Com Deus como testemunha, eu nunca mais vou passar fome na vida”.) – dita por uma forte e temperamental Scarlet O’hara. Assim como grandes nomes da indústria, Vivien Leigh tornou-se uma lenda e uma referencial para astros e estrelas que surgiram com o passar dos anos.

Frases de Vivien Leigh

Vivien-Leigh

“Quando eu entro no teatro, recebo uma sensação de segurança. Eu adoro uma plateia. Eu amo as pessoas e interpreto porque gosto de tentar dar prazer aos que assistem”.
 
“Eu não sou uma estrela de cinema, eu sou uma atriz. Ser uma estrela de cinema é uma vida falsa, vivida por valores falsos”.

About the Author

Flávio Junio
Flávio Junio é bacharel em Teologia, professor e profissional da Secretaria de Educação de Minas Gerais. Ex-aluno do curso Teologia, Crítica e Linguagem Cinematográfica, ministrado pelo crítico de cinema Pablo Villaça, há doze anos integra o coral gospel Kerygma da Igreja Batista da Lagoinha.




One Comment


  1. Viviane Darc de Arruda

    Linda e talentosa atriz para sempre na memória dos que amam o cinema.



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