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setembro 20th, 2017

Olhar Cinéfilo — A Família Bélier

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Written by: Flávio Junio
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Quando recebi o convite para escrever sobre um filme que tenha sido marcante para mim, acabei optando aleatoriamente por uma produção cult, após um amigo ter me desafiado para assistir algo do gênero em um final de semana.

A Família Bélier, longa francês dirigido por Eric Lartigau, me chamou atenção principalmente por sua premissa.  A comédia dramática acompanha a rotina de uma família surda muda, com apenas uma única pessoa ouvinte, que era responsável por intermediar as relações entre seus entes e a sociedade.

Paula (Louane Emera) é uma adolescente como outra qualquer, enfrentando os dilemas da idade, e é um alicerce para a seu pai, mãe e irmãos, uma vez que ambos são surdos mudos. Através da língua de sinais, a personagem é o canal de contato entre os pais e a vizinhaça. Tudo vai bem, até que a garota ganha a  oportunidade de  estudar canto no exterior, e assim obrigada a fazer uma drástica escolha: abandonar a família ou dar vazão a seus sonhos.

A Família Bélier me marcou principalmente por levantar reflexões sobre laços afetivos, opções, sonhos e as possíveis renúncias. A vida é repleta de ciclos, e a cada momento somos desafiados a iniciá-los ou encerrá-los, exigindo maturidade emocional suficiente para não fazer escolhas erradas e no caso de fracassos, reagir diante deles.

A simplicidade retratada na tela revelou que não necessitamos de muito para encontrar a essência do amor, o determinante é deixar que esse sentimento flua e conduza nossas ações. 

Lembro perfeitamente que a produção me levou às lagrimas, bem como tocou profundamente os presentes naquela inesquecível sessão.  

 

Elisângela Lins Cardoso é estudante em Belo Horizonte.





One Comment


  1. Jean Lemes

    Verdade, este filme nos desperta para que venhamos correr atrás de nossos sonhos, mas que também não esquecemos de onde viemos, neste caso de uma família "Surda-Muda". Emocionante é uma palavra que realmente descreve este filme. A srta Elisângela Lins retratou muito bem este filme.



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