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agosto 22nd, 2017

Viajando pelo mundo — Marrocos

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Written by: Flávio Junio
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O cinema marroquino tem uma longa história. Até o surgimento de uma indústria cinematográfica, em 1944, diversos filmes estrangeiros foram filmados no país, principalmente em Uarzazate, cidade ao sul da nação, que serviu de locação para produções como Lawrence das Arábias e Gladiador.

Em 1952, a adaptação de Othelo, de Shakespeare, dirigida por Orson Welles, teve algumas cenas filmadas em solo marroquino. A produção rendeu para o cineasta a Palma de Ouro do Festival de Cannnes. 

O primeiro filme produzido pela indústria de cinema daquela nação data de 1958, Le fils maudit foi dirigido por Mohammed Ousfour. Entretanto só houve real desenvolvimento da cinematografia do Marrocos entre os anos 70 e 90, quando uma leva de diretores investiu cada vez mais na sétima arte. Entre os principais nomes estão: Souheil Ben Barka, Ahmed El Maânouni, Hamid benani e, da nova geração, Nabil Ayouch — sobre quem falaremos a seguir.

 

images-3Nascido em Paris, Nabil Ayouch é produtor, diretor e roteirista,  atuando tanto na televisão quanto no cinema. Filho de pai marroquino e mãe tunísiana, o cineasta começou a carreira dirigindo curtas como Les Pierres Bleues du désert, sobre um jovem que acreditava na existência de grandes pedras azuis no meio do deserto. Em  As Ruas de Casablanca narrou a história de três crianças de rua que decidem fazer um enterro digno para o amigo, morto pelas mãos de uma gangue rival. O longa rendeu para Ayouch o Prêmio Ecumênico do Festival de Montreal. Já a trama de Horses of God era centrada na trajetória de dois irmãos que são recrutados por um grupo islâmico radical para atuarem como mártires. A produção  representou o país na disputa por uma vaga na edição 2013 do Oscar, entretanto ele não foi selecionado.

O mais recente filme de  Nabil Ayouch é Much Loved, de 2015, que retrata a tristeza e melancolia de quatro prostitutas que com o tempo vão se unindo, trocando umas com as outras suas experiências de vida, revelando a vergonha e os dissabores do meio em que estão inseridas.

 


About the Author

Flávio Junio
Flávio Junio é bacharel em Teologia, professor e profissional da Secretaria de Educação de Minas Gerais. Ex-aluno do curso Teologia, Crítica e Linguagem Cinematográfica, ministrado pelo crítico de cinema Pablo Villaça, há doze anos integra o coral gospel Kerygma da Igreja Batista da Lagoinha.




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