Viajando pelo mundo

outubro 18th, 2017

Viajando pelo mundo — Venezuela

More articles by »
Written by: Flávio Junio
Tags:,
DP-3

Não tão tradicional e celebrado como o de outras nações latinas, o cinema venezuelano modestamente surgiu em 1896, apenas um ano depois da primeira projeção por parte dos irmãos Lumiére. Foi apenas em 1930 — com a criação da produtora Avila Films — fundada por Rómulo Gallegos, que a indústria foi adquirindo formatação.  Vinte anos depois, La Balandra Isabel llegó esta tarde, de Carlos Hugo Christensen, foi um sucesso no país e conseguiu ultrapassar barreiras ao ganhar o prêmio de melhor fotografia no respeitado Festival de Cannes. Já na década de setenta adotou-se um novo movimento, chamado Novo Cinema Venezuelano, no qual boa parte das produções possuía um forte apelo social. Foi justamente nesse período que a cinematografia alcançou seu auge, com importantes investimentos do governo e a conquista de consideráveis marcas nas bilheterias. Com o passar do tempo, experimentos com outros segmentos de películas, não centradas na parte social , foram sendo testados, e renderam boas comédias românticas e fitas com um misto de suspense e terror.  Vários profissionais alcançaram êxito na história do cinema venezuelano, dentre eles merece destaque Roman Chalbaud.

 

roman chalbaudDramaturgo e figura eminente nos palcos, televisão e cinema da Venezuela, Chalbaud começou a carreira como assistente de direção do mexicano Victor Urruchua. Seu primeiro filme, Cain Adolescente(1959), narra a história de uma mulher que se muda do campo para Caracas em busca de oportunidades, e acaba se deparando com a miséria e a marginalidade. Suas obras constantemente tinham o subúrbio como cenário central, abrigando indivíduos que lidavam com as mazelas do cotidiano.

Roman Chalbaud dirigiu mais de vinte filmes, conquistando maior receptividade com El Pezque fuma (1977) – também abordando a questão social. Dias de Poder (2010), ocorre na Caracas dos anos sessenta, época de profundas transições políticas após a queda da ditadura.  Seu último longa , La Planta Insolente (2014), acompanha acontecimentos históricos no mandato do então presidente Cipriano Castro, e sua luta contra as pressões de líderes regionais.

Aos oitenta e três anos de idade e constantemente homenageado, o cineasta é considerado o mais importante do país e peça chave no crescimento e expansão da arte em nosso vizinho latino.


About the Author

Flávio Junio
Flávio Junio é bacharel em Teologia, professor e profissional da Secretaria de Educação de Minas Gerais. Ex-aluno do curso Teologia, Crítica e Linguagem Cinematográfica, ministrado pelo crítico de cinema Pablo Villaça, há doze anos integra o coral gospel Kerygma da Igreja Batista da Lagoinha.




0 Comments


Be the first to comment!


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *